O Vaticano perdoa John Lennon

Marcos Guterman

23 de novembro de 2008 | 00h29


Lennon, em momento Cristo

O Vaticano parece ter decidido perdoar John Lennon por ter dito que considerava os Beatles mais famosos que Jesus Cristo. Segundo o jornal oficial Osservatore Romano, a frase de Lennon foi apenas uma “bravata” de um “jovem da classe trabalhadora” britânica subitamente surpreendido pelo sucesso e pela fama.

O contexto em que a frase foi dita sugere que Lennon não estava se referindo à fama em si, mas à transitoriedade, mesmo daquilo que parece perene. “O Cristianismo vai acabar. Vai desaparecer. Não preciso discutir isso. Eu estou certo e provarei isso. Somos mais populares do que Cristo hoje; eu não sei o que vai acabar primeiro, se o rock ou o Cristianismo”, afirmou ele ao London Evening Standard em março de 1966. A famosa entrevista de Lennon pode ser lida, na íntegra, aqui.

O Osservatore aproveita para lembrar o Álbum Branco, principal trabalho dos Beatles, que acaba de completar 40 anos, e diz que as músicas de Lennon e McCartney ainda são inspiração para o mundo pop tanto tempo depois.

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