O terrorista que vive em cada engenheiro

Marcos Guterman

27 Fevereiro 2010 | 01h44

Um artigo no jornal israelense Haaretz discute por que razão o terrorismo islâmico tem atraído tantos engenheiros. O texto cita como exemplos recentes o nigeriano que tentou explodir um avião americano e os dois palestinos presos num terminal de ônibus em Israel antes de cometerem um atentado, sem falar de Khalid Sheikh Mohammed, que ajudou a planejar o 11 de Setembro. Ah, sim, Mahmoud Ahmadinejad também é engenheiro.

O historiador israelense Emmanuel Sivan, autor do texto, argumenta que o fenômeno se deve à “mentalidade” dos engenheiros. “O conceito inclui a hipótese de que a engenharia, como campo de estudo e como profissão, tende a atrair pessoas que buscam a certeza, e sua abordagem do mundo é bastante mecanicista. Então, eles são caracterizados por uma grande intolerância à incerteza, uma qualidade que é evidente entre os extremistas, tanto religiosos quanto seculares.”

Assim, segundo Sivan, engenheiros terroristas tendem a considerar a democracia, que depende de variáveis e consensos, um fardo e um obstáculo à sua visão de mundo.

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