O presidente da República Popular do Corinthians

Marcos Guterman

01 de setembro de 2010 | 00h04

Lula vestiu nesta terça-feira a faixa de “presidente da República Popular do Corinthians”, por conta do centenário do clube. É uma homenagem adequada, já que o estádio corintiano, um empreendimento privado, sairá do papel graças à intervenção direta do presidente da República Federativa do Brasil, que chefia uma administração cujo slogan é “Brasil: um país de todos”.

O presente de Lula a seu time do coração fez Laudo Natel, o ex-governador de São Paulo envolvido na construção do estádio do Morumbi, parecer um amador. De novo, o público e o privado se misturam de modo constrangedor no lulismo.

Nada se dirá, porém. A oposição a Lula acovardou-se ante a implacável campanha de desmoralização que ele empreendeu nos últimos anos contra tudo o que veio antes de seu governo. Assim, questionar as ações de um presidente que tem 80% de popularidade e que agora será adorado pelos 25 milhões de corintianos no Brasil é equivalente a entrar com a camisa do Palmeiras no meio da Gaviões da Fiel.

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