O perigo de intoxicação da China

Marcos Guterman

26 de dezembro de 2009 | 00h00

Minxin Pei é um especialista em China que frequentemente expressa seu ceticismo sobre a capacidade do país de se tornar uma sólida potência mundial. Em sua mais recente observação, feita na Newsweek, ele contesta a sensação geral de que a China saiu-se como a “grande vencedora” da crise mundial.

Segundo Minxin, o sistema bancário chinês emprestou US$ 1,2 trilhão somente na primeira metade de 2009. Como a maior parte desse dinheiro foi para a especulação com ações e imóveis, é bastante provável que esses ativos se tornem “tóxicos”, ameaçando quebrar os bancos.

Além disso, o grande investimento do governo chinês foi no setor industrial, mas houve pouco estímulo ao consumo. Ou seja: as fábricas estão produzindo muito, mas os consumidores chineses não estão comprando (tampouco os ocidentais, lembra Minxin, porque a crise ainda não passou).

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