O México também tem sua “Guerra do Iraque”

Marcos Guterman

01 de março de 2010 | 11h50

A estratégia do governo mexicano de usar o Exército para combater os cartéis do narcotráfico no país está enfrentando enorme oposição interna, mostra a revista Time.

Tida como uma batalha pessoal do presidente Felipe Calderón, a violenta repressão aos grupos criminosos aparentemente não reduziu a força dessas organizações – pelo contrário, a sensação geral é que elas estão mais atuantes ainda. Uma pesquisa indicou que, para 50% dos mexicanos, o país ficou mais perigoso por causa da ação do Exército.

Calderón conta com ajuda significativa dos EUA em sua campanha militar, com treinamento, dinheiro e equipamentos sofisticados. Para os críticos da ação do governo, porém, o presidente chegou a um ponto de envolvimento em que mudar a estratégia agora soaria como rendição – algo muito semelhante ao que ocorreu com George W. Bush e sua desastrosa Guerra do Iraque.

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