O maravilhoso mundo de Hillary

Marcos Guterman

18 de novembro de 2008 | 00h17

Parece certo que Obama escolheu Hillary Clinton como sua secretária de Estado, e parece certo também que ela aceitou, segundo o Guardian. Como era esperado, a pouca experiência da ex-primeira-dama e senadora em temas diplomáticos está rendendo. O jornalista Christopher Hitchens, crítico ácido dos Clintons, disse que a eventual nomeação de Hillary seria um “constrangimento ridículo”. As razões: 1) foi ela “quem trouxe a questão racial para a campanha”, quando disputava a indicação democrata à Presidência dos EUA com Obama; 2) ela é a pessoa “cuja experiência em política externa consiste em fabricar uma história a respeito da Bósnia” (ela disse que ficou sob fogo cruzado durante uma visita à Bósnia em 1996 e depois teve de dizer que exagerou); 3) Bill Clinton tem uma rede de relações financeiras e de negócios pelo mundo, o que pode gerar conflitos de interesses.

Quando questionado sobre o fato de que gente do porte de Henry Kissinger apóia a indicação de Hillary, Hitchens responde: “Claro, ela é parte do clube”.

O debate com Hitchens pode ser visto abaixo.

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