O Iraque pós-EUA: um balanço devastador

Marcos Guterman

20 de agosto de 2010 | 12h00

Os EUA já não têm 170 mil soldados no Iraque. Agora, são “apenas” 50 mil, que não estarão envolvidos em combates e que deixarão o país até janeiro de 2012. Na prática, a aventura iraquiana dos americanos acabou – cedo demais, segundo alguns comentaristas, que consideram o Iraque ainda muito vulnerável aos extremistas.

Os custos dessa empreitada são descomunais, como mostra o Christian Science Monitor. “Levando-se em conta o sangue e o dinheiro gastos de todos os lados, foram resultados muito pobres”, disse ao site o especialista em Iraque Toby Dodge, do International Institute for Strategic Studies.

O CSM fez um balanço dos números da Guerra do Iraque.

 

Custos financeiros

 

* US$ 751 bilhões terão sido despejados no Iraque pelos EUA até o fim do ano fiscal de 2010.

* US$ 53 bilhões desse montante deverão ser usados para tudo o que faça o Iraque funcionar, de educação a compra de móveis.

* US$ 142 bilhões foi o custo anual mais alto, em 2008, durante o aumento de tropas.

* US$ 23,2 bilhões foram gastos no treinamento das forças de segurança iraquianas desde 2004. Mais US$ 2 bilhões serão gastos até 2011.

* US$ 51 bilhões é o custo estimado para a Guerra do Iraque em 2011.

 

Custo humano

 

* 4.415 soldados americanos mortos, segundo o iCasualties.org

* 9.537 soldados iraquianos mortos, segundo o Brookings Institution Iraq Index

* Entre 97 mil e 106 mil civis iraquianos mortos, segundo o IraqBodyCount.org

 

A vida no Iraque

 

* 20% da população têm saneamento básico em casa

* 45% têm acesso a água potável em casa

* 50% têm mais de 12 horas de eletricidade por dia

* 30% têm acesso a serviço publico de saúde

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