O Irã, claro, não tem nada a ver com isso

Marcos Guterman

14 de fevereiro de 2012 | 17h41

Dois homens, identificados pela imprensa tailandesa como iranianos, foram presos em Bancoc nesta terça-feira sob acusação de terrorismo – um deles perdeu a perna na explosão da granada que estava carregando, e o outro foi detido por supostamente ter guardado explosivos num apartamento. As autoridades tailandesas ainda procuram um terceiro iraniano, que faria parte do alegado complô.

O governo de Israel, como sempre, acusou o Irã de estar por trás de tudo – anteontem, duas embaixadas israelenses, na Geórgia e na Índia, foram alvos de ataques, supostamente como parte dessa onda terrorista.

O governo do Irã negou tudo – pelo contrário, chegou a acusar Israel de provocar os atentados, num plano maligno para jogar a culpa em Teerã e ampliar a pressão para uma ação militar. É uma teoria delirante semelhante à que viceja desde o 11 de Setembro, segundo a qual o governo americano e o Mossad explodiram o World Trade Center para arranjar um pretexto para atacar o mundo islâmico.

O Irã jura que não tem nada a ver com terrorismo. Para seus simpatizantes, é pura calúnia atribuir aos iranianos, por exemplo, responsabilidade pelo atentado que matou 85 pessoas na Asociación Mutual Israelita Argentina (Amia) em 1994, em Buenos Aires. Os aiatolás sempre negaram participação no massacre de judeus argentinos, embora seja difícil explicar por que o atual ministro da Defesa do Irã, Ahmad Vahidi, é procurado pela Interpol sob acusação de ter planejado o atentado.

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