O horário de verão, esse incompreendido

Marcos Guterman

26 de novembro de 2008 | 12h37

É difícil encontrar quem goste do horário de verão, mas os argumentos pessoais contra a medida normalmente são fracos quando confrontados com a justificativa econômica. Dois estudiosos do assunto, no entanto, escreveram um artigo no New York Times no qual desmentem que o “daylight saving time”, que é como o procedimento é conhecido nos EUA, ajude a poupar energia. Antes pelo contrário.

“Por que nós – assim como 75 outros países – alternamos entre o horário padrão e o horário artificial?”, perguntam Matthew J. Kotchen e Laura E. Grant no artigo. Eles lembram que Benjamin Franklin defendia a medida como forma de ter “sol em vez de velas” à noite. Impossível não concordar.

Ocorre que, no tempo de Franklin, não havia ar-condicionado. Duzentos anos depois, estudos mostram que o uso de energia por conta da hora extra de sol em alguns Estados americanos é até 4% maior que o normal. Ou seja: segundo os autores, acabar com o horário de verão é que seria econômico.

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