O fim do livre mercado?

Marcos Guterman

13 Maio 2010 | 01h23

A ascensão dos chamados “emergentes”, como China, Índia e Brasil, colocou em evidência o chamado “capitalismo de Estado”, em substituição ao capitalismo de livre mercado. Isso significa que a política, e não o lucro, é o que passou a determinar a tomada de decisões, mostra Ian Bremmer, cientista político e analista de risco do respeitado Eurasia Group, em seu livro “The End of Free Market”.

Bremmer identifica as características desse modelo: aversão ao risco, estatização do setor energético e influência direta sobre empresas nacionais privadas – e ele cita especificamente o caso da brasileira Vale, exemplo de companhia pressionada pela agenda estatal de estímulo à economia.

Apesar de reconhecer o sucesso dos estatistas, Bremmer, que ganha a vida fazendo previsões econômicas, afirma que o livre mercado vai prevalecer. Segundo ele, o “capitalismo de Estado” perde em poder de sedução para o comunismo e sua adoção sinaliza vulnerabilidade política interna. Por outro lado, diz Bremmer, os países que abraçam o livre mercado estimulam a inovação e o crescimento sustentado.

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