O fim do "Consenso de Pequim"

Marcos Guterman

10 Fevereiro 2010 | 00h40

O tão comentado “Consenso de Pequim”, segundo o qual o capitalismo autoritário chinês é o modelo que tem condições de se impor para garantir crescimento econômico, está com os dias contados. É o que diz o pesquisador chinês Yang Bao em artigo na Foreign Affairs.

Para resumir, Yang afirma que, embora a China tenha adotado as práticas neoclássicas de mercado, o estabelecimento da expansão econômica ininterrupta como fim último de suas políticas gerou um ambiente de crescente desigualdade. A partir disso, o Partido Comunista Chinês não tem condições de anular os conflitos sociais derivados desse desequilíbrio – e, para Yang, somente um sistema minimamente democrático será capaz de dar legitimidade ao governo chinês para evitar o colapso do Estado.