O esquema tático do técnico egípcio: ofensivo

Marcos Guterman

21 de fevereiro de 2010 | 00h51

O técnico da seleção egípcia de futebol, Hassan Shehata, estava sendo cogitado para treinar a seleção de Israel. Seria uma excelente oportunidade para estreitar laços entre árabes e israelenses. Mas, para não deixar dúvidas sobre o assunto, Shehata, conhecido como “Professor”, declarou:

“Eu prefiro morrer de fome a treinar a seleção de Israel. Eu posso entender o ciúme que Israel tem da seleção egípcia e de seu sucesso. Mas seria impossível, para mim, visitar Israel ou treinar seu time, mesmo que Israel fosse o único país do mundo que quisesse me contratar. Como é que esses sionistas podem pensar que eu aceitaria treinar uma seleção que inclui assassinos de crianças e aposentados? Como eu poderia ajudar uma seleção que representa uma nação de ocupantes?”

O “Professor” está certo ao não querer treinar Israel e seus pernas-de-pau assassinos. Melhor é treinar a seleção do Egito, país governado por uma ditadura sanguinária, que reprime a oposição, prende homossexuais, não protege minorias religiosas e mata palestinos na fronteira com Gaza.