O cinismo infinito do regime iraniano

Marcos Guterman

24 de fevereiro de 2011 | 00h11

O Irã – aquele mesmo país cujo governo prende, tortura e assassina dissidentes – pediu que o Conselho de Direitos Humanos da ONU investigue a situação na Líbia, no Bahrein e no Iêmen.

A chefe do Comitê de Direitos Humanos do Parlamento do Irã, Zohreh Elahian, enviou carta à ONU na qual exigiu que “os criminosos sejam submetidos a julgamento”, segundo a agência iraniana Isna.

“Abriram fogo contra pessoas que estavam realizando protestos pacíficos contra o governo somente para obter seus direitos naturais e legítimos”, diz a carta.

O cinismo iraniano foi coroado pelo presidente Mahmoud Ahmadinejad, o principal beneficiado pela carnificina contra a oposição no Irã. Ele declarou, a respeito da Líbia: “É inimaginável que alguém mate seus cidadãos. Isso é inaceitável. Deixem o povo falar, ser livre, decidir expressar sua vontade. Não resistam à vontade do povo”.

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