O cardápio pragmático do jantar de Obama e Hu

Marcos Guterman

19 de janeiro de 2011 | 17h48

O presidente dos EUA, Barack Obama, cumpriu a missão, como Prêmio Nobel da Paz, de lembrar a seu colega chinês, Hu Jintao, a respeito dos “direitos universais”. Mas o discurso de Obama pareceu meramente protocolar, ante a pompa com que Hu foi recebido na Casa Branca, dando a real dimensão do que estava em jogo: muito mais do que o interesse americano em pressionar Pequim a respeitar os direitos humanos, o governo dos EUA queria restabelecer a confiança econômica entre os dois países, em “termos justos”, como salientou Obama. Para tanto, o presidente ofereceu um jantar de Estado a Hu, coisa que nem seu antecessor, o odiado George W. Bush, fez. E deixou claro que um país depende do outro.

A mensagem foi plenamente compreendida: a China assinou acordos comerciais com os EUA no valor de US$ 45 bilhões, incluindo a compra de 200 Boeings.

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