O americano sente o gostinho de ser francês

Marcos Guterman

09 de fevereiro de 2009 | 00h00

A palavra “socialismo”, nos EUA, geralmente é tida como uma ofensa. Com a crise e as medidas do governo para contê-la, sobretudo aquelas que aumentaram drasticamente a presença do Estado no sistema financeiro, parece no entanto que os americanos começam a se habituar a se pensar como um país “cada vez mais francês”, na irônica opinião da revista Newsweek.

“Gostemos ou não, os números sugerem claramente que estamos indo para uma direção européia”, diz a revista. “Uma década atrás, o gasto do governo dos EUA era 34,3% do PIB, contra 48,2% da zona do euro, uma distância de 14 pontos percentuais. Em 2010, o gasto do governo dos EUA deve ser de 39,9% do PIB, contra 47,1% na zona do euro, uma distância de menos de oito pontos.”

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