No Araguaia, "a ordem era matar"

Marcos Guterman

04 de dezembro de 2008 | 00h00


Soldados que combateram a guerrilha: zelosos

Em depoimento à Comissão sobre Anistia na Câmara dos Deputados, José Vargas Jimenez, que integrou o combate à guerrilha do Araguaia, admitiu que “a ordem era matar e perguntar depois”.

Chico Dólar, como era conhecido, afirmou também que torturou várias pessoas e que deixava inimigos mortos pelo caminho. “A única precaução era cortar a cabeça e as duas mãos para impossibilitar a identificação da vítima”, declarou.

Jimenez acredita que tenha direito a indenização. “Eu sou herói do Araguaia. Foi uma guerra. Guerra é guerra e afeta todo mundo. Do nosso lado também tem gente sofrendo.”

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