"Não somos o Brasil, por sorte"

Marcos Guterman

08 Outubro 2009 | 00h06

“Nisso sim eles (os brasileiros) nos goleiam de 5 a 1: 25,7 homicídios a cada 100 mil habitantes no Brasil contra 5,27 na Argentina. ‘Não somos o Brasil’: por sorte.”

Do economista e blogueiro LUCAS LLACH, do jornal La Nación, ao rebater o súbito sentimento de inferioridade argentino em relação ao Brasil. Em um dos comentários, Llach esclarece: “Claro que o Brasil tem hoje um governo muito melhor do que o argentino. Parece-me, no entanto, que há uma grande distância entre a percepção sobre o Brasil e a realidade do Brasil. Não me refiro aos últimos dois anos, mas aos últimos 20 ou 30. O milagre brasileiro terminou em 1977. Dali em diante teve uma economia frouxa, apesar de suas tão badaladas ‘políticas de Estado’. Creio que muita gente na Argentina acredita que Brasil seja um país a imitar, mas não vejo o que, especificamente, temos a imitar do Brasil, além das coisas elementares que todos os emergentes fazem, e inclusive outros emergentes (Chile) fazem bem melhor que o Brasil”.

A “tag” escolhida por Llach para suas críticas ao encanto com o Brasil é “El mito brasileño”.