Matar o presidente é coisa de amador

Marcos Guterman

29 de setembro de 2010 | 14h00

 

O dedo médio em Milão: arte pura

Por aqui, uma série de desenhos do artista plástico Gil Vicente na Bienal, em que ele aparece matando personalidades como Lula e FHC, levou até o presidente da OAB-SP – entidade comumente associada a movimentos pela liberdade de expressão – a pedir censura. Se estivesse em Milão, provavelmente esse mesmo censor teria tido um enfarte: a título de sacanear o mercado financeiro, o escultor Maurizio Cattelan mandou colocar diante da Bolsa de Valores da cidade italiana um dedo médio de 11 metros de altura.

Como dá para imaginar, a obra causou controvérsia – para uns, uma praça pública não é lugar para tal “provocação”. Já a autoridade cultural de Milão, Massimiliano Flory, disse ao Telegraph que o trabalho de Cattelan “questiona nossa época, oferecendo-se como um espelho, embora partido, de nosso presente”.

Cattelan, por sua vez, reagiu dizendo que sua escultura não é nada excepcional: batizada de “L.O.V.E”, ela é “sobretudo algo sobre a imaginação”.

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