Lula sai de fininho

Marcos Guterman

31 de março de 2009 | 22h50

O presidente Lula fez nesta terça-feira um esforço danado para manter a tal “neutralidade brasileira” no caso do Sudão, cujo ditador, Omar Bashir, é acusado de crimes contra a humanidade por causa das atrocidades cometidas em Darfur.

No almoço dos líderes árabes e sul-americanos na cúpula de Doha, Lula comia a entrada quando percebeu que Bashir se sentaria ao lado dele. Então o brasileiro se levantou, disse que precisava atender a um telefonema e se mandou.

O Brasil, portanto, continua sem se pronunciar sobre Bashir, que tem ordem de prisão emitida pelo Tribunal Penal Internacional. Já a presidente do Chile, Michele Bachelet, também presente ao encontro, defendeu a decisão do TPI: “Há momentos em que a soberania de um país não basta. Há valores que são universais, que são os dos direitos humanos”.

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