Isso é que é espírito pacífico

Marcos Guterman

03 de setembro de 2010 | 19h09

O governo do Irã chamou de “traidores” os países árabes que estimularam e estão participando da retomada das negociações de paz entre Israel e palestinos. Ao mesmo tempo, o Hamas, associado de Teerã, anunciou que vai intensificar os ataques contra Israel, com ajuda de outros grupos terroristas, com a deliberada intenção de sabotar o diálogo. O Hizbollah, outro associado do governo iraniano, aplaudiu o atentado do Hamas que matou quatro colonos israelenses, entre eles uma mulher grávida, dizendo que “essa é a maneira de liberar a Palestina”.

A reação do Irã e de seus associados mostra que, embora cercada de profundo ceticismo, a iniciativa de Israel e dos palestinos, mediada pelos EUA, foi suficiente para incomodar os terroristas e seus patrocinadores. Ao governo iraniano, não interessa a resolução dos impasses entre israelenses e palestinos, que resultaria no amplo reconhecimento de Israel. Pelo contrário: nesta sexta-feira, Ahmadinejad, o “querido companheiro” do presidente Lula, voltou a “prever” o “colapso” de Israel.

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