Interpretando o hieróglifo de Mubarak

Marcos Guterman

10 de fevereiro de 2011 | 19h27

O presidente dos EUA, Barack Obama, havia dito nesta quinta-feira que estávamos vendo “a história sendo escrita” no Egito, em meio a rumores de que o ditador do Egito, Hosni Mubarak, renunciaria. Pouco depois, Mubarak apareceu na TV para dizer que não renunciaria e para afirmar que não aceita pressões externas.

Das três, uma: ou Obama não sabe o que acontece no Egito; ou Obama sabe e Mubarak não; ou Mubarak jogou para a torcida ao rejeitar “pressões externas” e, concertado com os EUA e o Exército, manteve o calendário da transição “genuína e ordenada”, como quer Obama.

Duro vai ser convencer aquela turma na Praça Tahrir que tudo não passou de um mal-entendido.

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