Homossexualidade é inata, diz estudo

Marcos Guterman

05 Fevereiro 2010 | 01h00

O pesquisador Jacques Balthazart, da Universidade de Liège (Bélgica), retomou a polêmica tese sobre o “gene gay”, relata o jornal Le Monde. Seu estudo, intitulado “Biologia da homossexualidade: gay nasce, não escolhe ser”, sugere que alterações hormonais durante a vida embrionária podem determinar mudanças no comportamento sexual do indivíduo.

Balthazart disse que o efeito de sua pesquisa ajudará a encarar o homossexualismo como natural: “Se a homossexualidade não é um defeito, uma perversão ou uma escolha, não há motivo para perseguir os homossexuais”, afirmou o pesquisador, cuja tese contraria a posição religiosa sobre o tema.

Em dezembro do ano passado, o cardeal mexicano Javier Lozano Barragan disse que os homossexuais “nunca entrarão no reino dos céus” e que “não se nasce homossexual, mas torna-se um”.

Se gays não entram no reino dos céus, tampouco podem entrar no Exército – como disse o general brasileiro Raymundo Nonato de Cerqueira Filho. Em depoimento a senadores, o militar de certa forma corroborou a visão segundo a qual a homossexualidade é uma “escolha”, ao dizer: “Não sou contra o indivíduo ser (gay), cada um toma sua decisão”. O general declarou que, em sua opinião, gays não conseguem comandar uma tropa: “A vida militar reveste-se de determinadas características, inclusive em combate, que podem não se ajustar ao comportamento desse indivíduo”.

Em resumo: para o general brasileiro, guerra é para macho. Não é o que pensa o alto comando militar americano, que defendeu recentemente que as Forças Armadas dos EUA passem a aceitar homossexuais declarados.