Hamas: os judeus são bactérias

Marcos Guterman

16 de março de 2010 | 09h25

Israel reinaugurou nesta segunda-feira um dos seus marcos mais importantes em Jerusalém: a sinagoga Hurva. O templo, do século 18, fica no quarteirão judaico da cidade e havia sido destruído pelas tropas da Legião Árabe em 1948, em sua campanha para tornar Jerusalém “livre de judeus”. Por causa da reconstrução da sinagoga, o grupo fundamentalista islâmico Hamas anunciou que promoveria um “dia de fúria”. Na opinião dessa organização palestina, que defende a aniquilação de Israel, a obra é a face visível do plano israelense para destruir a mesquita de Al Aqsa, velha mentira contada no mundo árabe-islâmico para reforçar a ideia segundo a qual os judeus conspiram contra os lugares sagrados muçulmanos.

A campanha do Hamas, que certamente terá apoio de muitos “humanistas” que se intitulam “antissionistas”, enquadra-se na tentativa crescente de demonizar Israel. Desta vez, porém, os judeus não estão construindo assentamentos ilegais. Desta vez, os judeus estão atuando dentro no minúsculo quarteirão de Jerusalém sob sua jurisdição, e não em algum “território palestino”. Desta vez, os judeus estão tentando somente preservar sua memória histórica, no coração do território mais sagrado do judaísmo.

Nada disso, porém, parece importar na retórica palestina construída pelo Hamas para justificar a barbárie contra os judeus – retórica, aliás, idêntica à de Yasser Arafat, que ousou questionar os laços dos judeus com Jerusalém.

A reação do Hamas prova que, para esses palestinos, os judeus não têm direito nem mesmo a seu quarteirão em sua cidade mais sagrada. Afinal, em sua opinião, os judeus não passam de bactérias que precisam ser eliminadas, como disse um ministro do Hamas na entrevista que pode ser vista abaixo:

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