Grandes corporações têm "direitos humanos"?

Marcos Guterman

18 de agosto de 2009 | 00h03

A Intel, multada em US$ 1,45 bilhão pela Comissão Européia por agir contra a competição de mercado, recorreu da decisão dizendo que o julgamento violou seus “direitos humanos”. Segundo a empresa, ela não teve chance de plena defesa, já que a Comissão Européia funciona como promotor, juiz e jurado do caso.

Como diz o New York Times em pertinente editorial, trata-se de uma tentativa mandraque da Intel de se apropriar de um conceito de direito que só se aplica a indivíduos sem nenhum poder – o que, definitivamente, não é o caso da Intel, que fatura US$ 38 bilhões por ano e poderia, se quisesse, contratar todos os advogados do mundo, os bons e os maus.

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