Gente que não vale nada

Marcos Guterman

23 de agosto de 2010 | 18h35

Entre 200 e 400 rebeldes de Ruanda e do Congo estupraram cerca de 200 mulheres e crianças durante quatro dias, próximo de uma base da ONU no Congo, informa a Associated Press.

A ONU não emitiu nenhuma nota de repúdio ao ocorrido. Limitou-se a dizer que investiga o incidente, que não é o primeiro e, provavelmente, não será o último.

Se fosse no Oriente Médio, ou se houvesse soldados americanos envolvidos, haveria uma tempestade de protestos ao redor do mundo. Mas, no caso do Congo, há apenas o silêncio, pois se trata de gente que não vale nada – tanto os estupradores quanto suas miseráveis vítimas.

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