Feminismo para crianças

Marcos Guterman

16 de dezembro de 2009 | 23h56


A menina presidente: feminismo sem sutileza

É possível falar de feminismo para crianças? Algumas autoras nos EUA e na Europa acreditam que sim. As obras criam uma lista de leitura “anti-princesas”, negando a maioria das fábulas tradicionais que, segundo elas, tratam as mulheres de maneira inferior.

Assim, surgem títulos como “Call me Madame President”, “Girls Think of Everything” e “Girls Will Be Boys Will Be Girls” – este último discute o papel de cada gênero.

Mas há quem veja isso como um exagero. “Eu não acho que se deva ler de um jeito feminista para se tornar uma feminista”, diz a autora feminista Natasha Walter, que prefere o clássico “Pipi Meialonga”, de 1944, para começar. Para quem não conhece, Pipi é uma menina de nove anos sem pai nem mãe, que é muito forte e realiza suas aventuras de maneira criativa e destemida. Lembra a boneca Emília, de Monteiro Lobato, uma espécie de precursora do feminismo divertido e sem afetação.

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