Culpado ou inocente? Nos EUA, é difícil saber

Marcos Guterman

19 de fevereiro de 2009 | 01h19


Grissom, no seriado CSI: nem tão brilhante assim

O seriado CSI mostra o eficientíssimo trabalho da polícia científica americana – o astro Gil Grissom é o líder de uma equipe de investigadores que resolve crimes misteriosos usando intuição, inteligência e alta tecnologia. A realidade, porém, não é bem essa.

A Academia Nacional de Ciências dos EUA, que serve de conselheira do governo e do Congresso do país, estudou durante dois anos a performance da polícia científica. O resultado, cuja íntegra pode ser lida aqui, é alarmante: segundo os pesquisadores, boa parte das conclusões da ciência forense em investigações criminais não tem consistência e desrespeita padrões mínimos. O relatório pede urgentes investimentos para melhorar laboratórios e treinar os investigadores.

Para se ter uma idéia do problema, mais de 50% dos 232 condenados posteriormente inocentados após teste de DNA haviam sido acusados com base em interpretação equivocada de impressões digitais, mordidas, pegadas e marcas de sangue.

Harry Edwards, vice-presidente do comitê que elaborou o relatório, resumiu a questão: “Evidências forenses confiáveis aumentam a capacidade das autoridades judiciais de identificar aqueles que cometeram crimes e de evitar que pessoas inocentes sejam condenadas por crimes que não cometeram”.

Foto: Divulgação/CBS

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