Essa é para quem reclama da vida

Marcos Guterman

12 de maio de 2009 | 01h40


Martha no seu pulmão artificial: o melhor dos mundos possíveis

Morreu nesta segunda-feira, aos 71 anos, a americana Martha Mason. Paralítica, ela viveu seus últimos 60 anos dentro num cilindro de ferro, que lhe servia de pulmão. Apenas sua cabeça ficava do lado de fora, em contato com o mundo. Não se tem notícia de alguém que tenha ficado tanto tempo dessa maneira.

Martha contraiu pólio aos 11 anos de idade. Depois de colocarem-na no cilindro de ferro, os médicos disseram que ela viveria no máximo mais um ano. Segundo Martha, os médicos erraram o prognóstico porque não contavam com seu desejo de aprender.

Nessas condições, e com a ajuda dos professores e amigos, ela graduou-se em inglês em 1960 no Wake Forest College e se tornou uma intelectual ativa. Sua última façanha foi ter “escrito” (na verdade, ela ditou para um computador ativado por voz) suas memórias, publicadas em 2003 sob o título “Breath” (respiração).

Martha morreu dormindo.