Então, basta acabar com Israel

Marcos Guterman

03 de junho de 2011 | 18h10

Todos os problemas do mundo árabe – da unha encravada do Assad à caspa de Kadafi – têm uma única causa: Israel. Foi o que disse o xeque Naim Qassem, vice-secretário-geral do Hizbollah, aquele pacífico “partido político” que só quer o bem do Líbano e não é, de jeito nenhum, um posto avançado do Irã e da Síria.

“Estamos convencidos de que, a menos que se resolva o problema da existência de Israel na região, não haverá nenhuma solução”, disse o sábio muçulmano. Segundo ele, Israel é “o inimigo dos árabes e dos muçulmanos e é a fonte de cada crise na região e em nosso país”.

Segundo esse raciocínio, a onda rebelde no mundo árabe não foi causada pela profunda corrupção e pelo autoritarismo violento dos líderes árabes muçulmanos. Não. A culpa, obviamente, é dos judeus.

Como se sabe, o Hizbollah desempenha seu papel “político” com a desinteressada ajuda da ditadura síria, cuja batata está assando por causa de uma revolta popular certamente provocada pela existência de Israel.

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