Enfim, a ONU descobre que Israel é um país como qualquer outro

Marcos Guterman

01 Setembro 2011 | 23h04

A ONU

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que a ação de Israel contra a famosa Flotilha da Liberdade – aquela que explorou a suposta emergência humanitária em Gaza só para desmoralizar Israel – foi feita dentro da lei. Ou seja: toda a gritaria sobre “pirataria” e “ação criminosa em águas internacionais” não se sustenta, porque Israel, como qualquer outro país, tem o direito de defender sua soberania, e o bloqueio naval é parte legítima dessa defesa.

A investigação, divulgada oficialmente nesta sexta, diz que Israel usou força excessiva e que as mortes resultantes disso são inaceitáveis, razão pela qual os israelenses devem pedir desculpas e indenizar as famílias das vítimas. Mas o próprio governo israelense já havia admitido que cometera erros na abordagem dos navios. E o relatório mostra também que os soldados israelenses foram recebidos com violência “organizada e significativa” por parte dos “ativistas humanitários” a bordo.

O maior derrotado com o resultado da investigação, do ponto de vista diplomático, parece ter sido a Turquia – que sedia a entidade organizadora da flotilha e que ameaçou até romper relações com Israel caso o país não admitisse seu “crime” e suspendesse o bloqueio a Gaza, o que obviamente não vai acontecer.