Em busca do verdadeiro espírito do Natal

Marcos Guterman

24 de dezembro de 2009 | 00h15

A conversa não é nova, mas tomou ares de disputa bíblica nos EUA: o Natal se tornou uma data meramente comercial?

Para os grupos ultraconservadores americanos, não há dúvida. Um deles, o Focus on the Family, convidou seus simpatizantes a avaliar a postura das lojas em relação ao Natal: se são “amistosas”, “negligentes” ou “ofensivas”. No site da organização, é possível ver a lista das lojas e sua respectiva votação.

Uma das campanhas de maior sucesso, que já tem quatro anos, é a Advent Conspiracy, que propõe “adorar mais, gastar menos, dar mais e amar a todos”. Para o movimento, o Natal se tornou uma “época de estresse, congestionamentos e listas de compras” – e, quando tudo acaba, fica-se com as dívidas a pagar e com a “sensação de um propósito perdido”. “É isso o que queremos do Natal?”

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Por outro lado, já tem gente que vê nessa polêmica uma boa oportunidade comercial. A Boss Creations, empresa de decoração, oferece árvores de Natal que mostram a cruz de Cristo, como dá para ver abaixo. É uma maneira de “recolocar Cristo de volta no Natal”, como diz seu slogan.

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