É na tragédia que se conhece um líder

Marcos Guterman

01 de março de 2010 | 18h39

Na New Yorker, o jornalista e escritor Jon Lee Anderson comenta o terremoto no Chile sob o prisma da liderança da presidente Michelle Bachelet. Em contraste com a frieza e a passividade de seu colega René Préval no caso do tremor no Haiti, Bachelet pareceu genuinamente comovida, mas forte o bastante para deixar claro a seus conterrâneos que eles teriam a assistência necessária. E Anderson compara a reação de Bachelet com o “comportamento negligente” de George W. Bush no episódio do furacão Katrina. O jornalista comenta: “Sem dúvida, nem Bush nem Préval tinham a intenção de ofender ninguém com sua omissão; é simplesmente um fato da natureza: eles foram incapazes de dar uma resposta humana. Ou se é capaz disso, ou não se é”.