Dilma: política externa do Brasil ou do PT?

Marcos Guterman

27 de novembro de 2010 | 01h05

O assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência, Marco Aurélio Garcia, ficará no cargo no futuro governo de Dilma Rousseff. Isso significa que será mantido um dos símbolos da “militância internacionalista do PT”, conforme as palavras de Valter Pomar, secretário de Relações Internacionais petista. Podemos esperar, portanto, que a política externa brasileira seguirá sendo ditada em larga medida por interesses partidários e ideológicos, sobretudo em sua militância antiamericana.

Em artigo publicado há um ano, que continua perfeitamente válido, Pomar explica que a presença de Garcia no governo, ao lado de Celso Amorim, fazia parte de um “movimento progressista realizado pelo conjunto do governo Lula, estando desde o início sob hegemonia de concepções fortemente críticas ao neoliberalismo e à hegemonia dos Estados Unidos”.

Ele encerra o artigo dizendo que, “objetivamente, a política externa do governo Lula faz o Brasil competir com os Estados Unidos” – e acrescenta, triunfante: “A competição com o Brasil possui imensa importância geopolítica e tem potencial para, no médio prazo, constituir-se em uma ameaça para os Estados Unidos”.

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