Dilma e a propaganda antiamericana barata

Marcos Guterman

01 de fevereiro de 2012 | 18h03

Em sua já famosa entrevista em Cuba, a presidente Dilma Rousseff não se limitou a singularizar os EUA quando resolveu criticar a situação dos direitos humanos “no mundo”, poupando a adorada ditadura cubana. Mais adiante, ela acusou os americanos de impedir a chegada de alimentos a Cuba. Após criticar o embargo dos EUA à ilha, Dilma disse na entrevista:

 “O Brasil hoje participa, aqui em Cuba, de várias iniciativas que eu considero importantes: a primeira, que é uma política de alimentos. É impossível se considerar que é correto o bloqueio de alimentos para um povo”.

A presidente está mal informada. Como explicou o professor de Relações Internacionais Mauricio Santoro à GloboNews (veja a íntegra aqui), os EUA não só não bloqueiam alimentos para Cuba como são o terceiro maior exportador de alimentos para a ilha, graças a uma das várias brechas do embargo. Apesar disso, o bloqueio a Cuba, uma bobagem mantida graças à força do lobby dos exilados cubanos na Flórida, continua servindo à propaganda antiamericana barata – como Dilma acaba de confirmar.

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