Das pequenas imoralidades da crise

Marcos Guterman

16 de março de 2009 | 00h00

A unidade de produtos financeiros da seguradora AIG vai pagar bônus de US$ 450 milhões a seus executivos. Esse setor da empresa foi o responsável pelo desastre que obrigou o governo americano a injetar nela US$ 173 bilhões.

Lawrence Summers, um dos principais assessores econômicos do presidente Barack Obama, classificou a notícia de “ultrajante“. Em carta ao governo, o executivo-chefe Edward Liddy, colocado na empresa pela Casa Branca, disse que não havia o que fazer: “Para ser bem franco, as mãos da AIG estão amarradas”.

Mas o vexame não pára aí. Mais de US$ 100 bilhões recebidos pela AIG a título de socorro foram entregues a bancos estrangeiros.

Vai ser difícil explicar isso para o contribuinte americano.

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