Corram, Fidel quer salvar a humanidade

Marcos Guterman

16 de fevereiro de 2011 | 17h51

Depois de ter arruinado a ilha que governou por mais de cinco décadas, Fidel Castro agora quer “salvar a humanidade”. Em palestra a “intelectuais”, o ditador de pijama disse que os riscos estão numa eventual guerra nuclear e na crise alimentar, conforme noticiou o Opera Mundi. Para Fidel, a salvação virá se “nós, os políticos” forem persuadidos da urgência dos problemas.

No entanto, para que “eles, os políticos” sejam persuadidos de algo é preciso haver liberdade, como demonstraram eloquentemente os manifestantes que derrubaram a ditadura no Egito. “Para a pergunta sobre o sentido da política”, explica Hannah Arendt, “existe uma resposta tão simples e tão concludente em si que se poderia achar outras respostas dispensáveis por completo. Tal resposta seria: o sentido da política é a liberdade”.

Isso, porém, Fidel não entenderá nunca, porque seu espírito é totalitário: não existe verdade fora de seu evangelho. Pobre da humanidade que espera esse tipo de salvação.

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