Chávez, um democrata

Marcos Guterman

02 de maio de 2009 | 12h08


Capulina: gracejo chavista

O jornal The Washington Post perguntou em editorial recente por que cargas d’água o governo dos EUA anda tão simpático com Hugo Chávez, mesmo que o presidente da Venezuela tenha dado suficientes provas de seus projetos ditatoriais. Nas últimas semanas, Chávez mandou prender nada menos que sete opositores, inclusive gente que conseguiu ser eleita a despeito de tudo o que os chavistas fazem para intimidar eleitores da oposição. No Dia do Trabalho, a polícia chavista dispersou uma manifestação de dissidentes com a habitual truculência, “como se fosse uma batalha contra delinqüentes”, como disse o jornal El Universal.

Agora amigão de Obama, Chávez está à vontade. Ele qualificou a oposição da Venezuela de “cadáver insepulto” e disse que ela jamais voltará ao poder. “Capulina e Tintán vão voltar, mas os adecos, os copeyanos e seus derivados nunca mais”, declarou.

Traduzindo: “adecos” são os partidários da Ação Democrática (social-democrata); “copeyanos” são os partidários do Copei (democrata-cristão); e “seus derivados” são todos aqueles que não usam boina vermelha.

Já “Capulina” e “Tintán” são comediantes mexicanos – o primeiro se aposentou em 1997; o segundo morreu em 1973.

A propósito do poderoso chefão Chávez, segue abaixo um pequeno filme de Tintán intitulado “O Rei do Bairro”:

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