Chávez, o caudilho do amor

Marcos Guterman

11 de junho de 2012 | 21h45

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, lançou nesta segunda-feira mais uma candidatura à reeleição, cumprindo sua missão espiritual de tentar ficar para sempre no poder. Acometido de um câncer, o caudilho fez questão de aparecer em carreata no evento da oficialização de seu nome na chapa do PSUV, projeto de partido único.

Entre outras coisas, Chávez disse que respeitará o resultado das urnas – como se essa garantia fosse necessária em uma democracia de verdade – e aproveitou para tratar seus opositores do modo republicano de sempre: “São filhinhos de papai. Eles nunca estudaram. Seria bom perguntar quantos livros leram. Eles são como papagaios, que me perdoem os papagaios. Eles repetem o que diz o império”.

O mise-en-scène da animação chavista foi intensificado para provar que ele tem condições de continuar na Presidência, apesar de estar à beira da morte. O melhor momento do discurso foi quando ele comparou o capitalismo ao socialismo: “É preciso construir a partir do amor, a partir da fraternidade. O capitalismo semeia o ódio, no capitalismo impera o ódio. Está comprovado que o capitalismo produz infelicidade”.

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