Celso Amorim e o diálogo seletivo

Marcos Guterman

25 Setembro 2011 | 20h28

O ex-chanceler de Lula, Celso Amorim, quando era chanceler de Itamar Franco (1992-94), instruiu a Embaixada do Brasil em Washington a não ter contato com exilados cubanos. Chegou, inclusive, a mandar aumentar as grades da Embaixada do Brasil em Havana para impedir invasões, mostra a Folha.

O ex-chanceler Amorim é aquele que vivia dizendo que tudo se resolve pelo diálogo. Procurado para comentar, Amorim silenciou, talvez porque seja difícil mesmo dar uma explicação razoável para tamanha incoerência.

Mas a explicação é simples: quando se trata dos conflitos que envolvem os americanos, então é justo exigir o diálogo; já quando se trata de perseguição política cometida pelo regime dos amigos Castro, bem, aí é outra história.