Caiu a máscara de Kadafi (como se não soubéssemos)

Marcos Guterman

21 de fevereiro de 2011 | 17h20

Nos últimos anos, o coronel Muamar Kadafi tomou um banho de loja e apareceu ao mundo não mais como o terrorista de Lockerbie, mas como o esperto ditador de uma Líbia disposta a jogar o jogo. Ele abandonou seu projeto de ter a bomba atômica e escancarou o país aos investimentos ocidentais. Em troca, recebeu o perdão da história, na forma da visita de chefes de Estado e ministros importantes de países que antes lhe eram hostis. Desse modo, embora sendo um sujeito com todos os predicados de um tirano, foi legitimado e deu-se ao luxo de posar de excêntrico engraçadinho, hospedando-se em sua tenda aonde quer que vá e comprando mulheres para animar suas festas em Roma.

Já os líbios não viam seu ditador da mesma maneira e resolveram que chegou a hora de reagir. Como resultado, Kadafi arrancou a máscara que usou nesses últimos tempos e revelou-se aquilo que sempre foi: um ditador sanguinário, que considera seu próprio povo um atraso de vida.

Quem apertou sua mão e colaborou com a farsa de sua “transformação” – a lista é longa e inclui Tony Blair, Condoleezza Rice, Barack Obama e Lula – é cúmplice de sua selvageria.

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