Bolívia, a "Arábia Saudita do lítio"

Marcos Guterman

03 de fevereiro de 2009 | 01h41

Os carros elétricos que estão nas pranchetas das maiores montadoras do mundo serão movidos por baterias de íon-lítio. E metade do lítio disponível no mundo atualmente está na Bolívia.

Ocioso dizer que o metal boliviano já é objeto de cobiça de investidores externos. Mas, conforme mostra o New York Times, o governo de Evo Morales e os índios do país não pretendem abrir mão da exploração do lítio – eles querem os estrangeiros apenas como clientes, e não como sócios.

Especialistas ouvidos pelo jornal dizem que recusar o investimento externo pode inviabilizar a produção boliviana de lítio na escala necessária para atender à demanda externa, levando as indústrias automotivas a desenvolver uma tecnologia que dispense o metal ou a recorrer à China, que já é grande produtora.

Ou seja, por questões nacionalistas, a Bolívia perderia a chance de ser, nas palavras de um líder camponês do país, a “Arábia Saudita do lítio”.

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