África também trava sua guerra ao terror islâmico

Marcos Guterman

26 Julho 2010 | 17h56

A reunião de cúpula da União dos Estados Africanos tinha como meta discutir o flagelo da mortalidade infantil. Mas as seguidas ações de grupos terroristas muçulmanos na África mudaram o foco. “Vamos agir em conjunto para caçá-los”, disse o presidente de Uganda, Yoweri Museveni, segundo o jornal Le Monde. A principal decisão foi a de reforçar, com apoio ocidental, o contingente que luta contra o grupo terrorista Shabab na Somália.

O temor dos dirigentes africanos é o da “contaminação” do continente pela ideologia do fundamentalismo islâmico, trazida por terroristas estrangeiros – a maioria vinda do Afeganistão e do Paquistão. “Esses grupos não compartilham os valores de solidariedade da África”, afirmou o somali Boubacar Diarra.

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