“Adivinho” deve ser decapitado na Arábia Saudita

Marcos Guterman

02 de abril de 2010 | 16h48

O libanês Ali Sibat foi preso na Arábia Saudita em 2008 e condenado a ser decapitado porque fez “previsões” num programa de TV. Segundo sua advogada, ele deve ter a cabeça cortada nesta sexta, num caso que mobilizou a Anistia Internacional e a Human Rights Watch.

“Ali não é um criminoso. Ele não cometeu um crime nem fez nenhuma desgraça. O mundo deveria ajudar a salvar esse homem, que têm cinco filhos, uma mulher e uma mãe muito doente”, disse a advogada, segundo o jornal Telegraph.

A legislação saudita, baseada na sharia (lei islâmica), pune o que chama de “bruxaria” e “adivinhação”, consideradas práticas politeístas.

 

(Atualização: a advogada do condenado informa que a execução foi adiada.)

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