A Venezuela está se matando

Marcos Guterman

08 de março de 2010 | 14h48

Os números oficiais sobre a violência na Venezuela são muito pouco confiáveis, mas mesmo os dados disponíveis são impressionantes. Segundo essas informações, publicadas no El Universal, 16.047 pessoas foram assassinadas no país em 2009, contra 14.800 em 2008 e muito acima das 4.500 em 1998.

Por outro lado, a impunidade é igualmente impressionante: em 2009, apenas 1.491 pessoas foram presas por causa dos mais de 16 mil homicídios; em 1998, foram efetuadas 5.017 prisões em meio aos 4.500 homicídios.

Para especialistas, os criminosos não são punidos na Venezuela porque o governo “bolivariano” considera que a violência é parte da “luta de classes”, razão pela qual a polícia “socialista e bolivariana” é constrangida a não prender os “pobres” que, em tese, estão lutando contra os “ricos”. “Mas o que está acontecendo na Venezuela é que são os pobres que estão matando os pobres”, diz Roberto Briceño-León, diretor do Observatório Venezuelano da Violência. “Neste momento, as pessoas na Venezuela não têm razões para não roubar, e o governo acredita que, ocultando os números, possa criar uma situação ilusória de segurança.”

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