A rendição ao Taleban

Marcos Guterman

25 de janeiro de 2010 | 20h13

O principal enviado da ONU ao Afeganistão, Kai Eide, defendeu que líderes do Taleban sejam retirados da lista de terroristas da entidade. O objetivo é facilitar o “diálogo” com esses dirigentes. O chefe das forças da Otan no Afeganistão, general Stanley McChrystal, e o chefe do Comando Central dos EUA, general David Petraeus, também falaram em negociação.

A mera possibilidade de que os líderes desse grupo fundamentalista sejam “perdoados” de alguma maneira e passem a ser tratados como parceiros de diálogo mostra que o Taleban venceu a guerra. Mesmo o presidente dos EUA, Barack Obama, já sugeriu, em outra oportunidade, que poderia tentar negociar com a guerrilha – cuja campanha religiosa colocou o Afeganistão no Paleolítico.

Já foi o tempo em que líderes ocidentais, como Churchill, não aceitavam outra coisa senão a rendição incondicional do inimigo, principalmente aquele que, como os nazistas ou o Taleban, desafiam a essência dos valores democráticos e humanísticos.

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