A primazia americana no espaço sideral

Marcos Guterman

11 de março de 2012 | 10h00

John Bolton, como se sabe, foi a face diplomática típica do finado governo Bush na ONU. O advogado John Yoo, por sua vez, foi o sujeito que deu ao governo Bush a “justificativa jurídica” para torturar suspeitos de terrorismo. Essa dupla escreveu um artigo no qual critica o presidente Barack Obama por comprometer a segurança dos EUA ao supostamente abrir mão da “primazia americana” sobre o espaço sideral.

Bolton e Yoo explicam sua preocupação: “O espaço sideral se tornou a próxima fronteira da segurança nacional americana e de seus negócios. Do espaço, vigiamos terroristas e interceptamos suas comunicações, detectamos deslocamentos militares estrangeiros e monitoramos a proliferação de armas não-convencionais”.

O artigo acusa Obama de ter se rendido a exigências europeias para regular esse espaço, restringindo atividades militares e o uso de equipamentos civis que podem, eventualmente, ser usados em guerra. Bolton e Yoo consideram que a China, por exemplo, não vai aceitar os mesmos limites, dando a Pequim uma vantagem tática importante contra os americanos.

Para eles, Obama tem uma meta de longo prazo que é “enfraquecer o poder americano, de modo a ganhar as bênçãos das organizações internacionais e do capital estrangeiro”. Ao fim e ao cabo, dizem, a segurança americana está sendo sacrificada no altar da governança global.

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