A praga do doping no futebol

Marcos Guterman

18 de novembro de 2010 | 09h52

Acaba de ser publicado na França o livro Doping no Futebol – A Lei do Silêncio. Seu autor, o médico Jean-Pierre Mondenard, afirma em entrevista ao Le Point que o futebol é “o último esporte na luta contra o doping”. Segundo ele, a probabilidade de um ciclista ser flagrado é de 1 em 10; entre os jogadores de futebol, é de 1 em 2.000. “A luta contra o doping é eficiente quando 10% dos atletas são testados. No futebol, são 0,05%”, diz Mondenard.

Segundo o médico, o doping ajuda não só a melhorar o desempenho físico, mas também a capacidade de chutar mais forte ou de saltar mais alto. Todos estão envolvidos no esquema – preparadores físicos, médicos, jogadores. Os grandes clubes de futebol, diz Mondenard, dispõem de um arsenal de drogas equivalente ao de hospitais, cada uma para uma meta de desempenho diferente. “Os futebolistas profissionais são tratados como se estivessem gravemente doentes – é como se esse esporte fosse visto como uma doença profissional.”

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