A Palestina que todos queremos

Marcos Guterman

02 de agosto de 2009 | 18h08


O projeto da cidade de Rawabi: paz e planejamento

Em vez de “campos de refugiados” usados como instrumentos de propaganda política, cidades vibrantes. Em vez de concentrações urbanas insalubres, uma arquitetura arrojada e limpa. Em vez da miséria e do isolamento, uma economia dinâmica e atraente. O sonho palestino de um país viável, amistoso e competitivo pode estar começando a tomar forma em Rawabi.

Rawabi é a primeira cidade palestina planejada. Localizada a noroeste de Ramallah, seu projeto é cosmopolita, como é possível ver no site que se dedica a explicá-lo e a atrair moradores e investidores. Fruto da iniciativa do empreendedor palestino Bashar Masri, numa parceria com empresários do Qatar, a idéia busca alterar o horizonte palestino, longe do fanatismo religioso muçulmano e da opressão militar israelense.

Outras cidades como Rawabi estão previstas, aproveitando o momento de relativa tranqüilidade nos territórios palestinos. Pela primeira vez, a administração palestina na Cisjordânia ocupada parece ter conseguido atingir algum grau de normalidade econômica, sob a discreta e eficiente liderança do primeiro-ministro Salam Fayyad.

Essa “revolução silenciosa”, como caracterizou o jornal israelense Haaretz, permitiu a abertura de empresas e bancos em várias cidades e agora parece ter criado o ambiente ideal para a modificação do perfil urbano palestino, de que Rawabi talvez seja o principal sintoma.

Assim, cresce a esperança de que o Estado palestino, tão almejado por aqueles que realmente desejam a paz no Oriente Médio, seja um país pacífico e independente, e não uma simples extensão do projeto de poder do Irã e dos radicais islâmicos.

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