A heroína e o desertor: dois lados das guerras americanas

Marcos Guterman

06 de dezembro de 2008 | 01h28


Shepherd: “Não posso continuar
ajudando a matar gente inocente”

André Shepherd tornou-se nesta semana o primeiro soldado americano a pedir asilo político à Alemanha. Aos 31 anos, ele desertou para não ter de voltar ao Iraque, guerra que ele considera ilegal, informa a Der Spiegel.

“Se eu seguisse as ordens, isso me tornaria um criminoso. E eu jurei sobre a Constituição americana, que proíbe guerras de agressão de qualquer natureza, como essa no Iraque”, declarou Shepherd.

Enquanto isso, a soldado Monica Brown, de 18 anos, tornou-se segunda americana desde a Segunda Guerra Mundial a receber a Silver Star, a terceira condecoração mais importante das Forças Armadas dos EUA. Segundo a TV CBS, ela arriscou a própria vida ao salvar dois militares feridos no Afeganistão.

Segundo as regras do Exército americano, mulheres não podem estar no front, mas, como o caso de Monica mostra, a realidade tem desafiado as regras nas recentes campanhas militares dos EUA.

Monica reconhece a importância do momento, mas acrescenta: “Eu sou só uma criança”.


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