Gripe suína: por que a histeria?

Marcos Guterman

01 Maio 2009 | 02h17

Cientistas começam a questionar o temor gerado em torno da chamada gripe suína. Para eles, conforme reportagem do Los Angeles Times, o vírus atual não é tão fatal quanto o de pandemias anteriores, como a Gripe Espanhola, que matou 50 milhões de pessoas em 1918. Não é tão fatal nem mesmo como o vírus de uma típica temporada de gripe, que mata 36 mil pessoas por ano somente nos EUA, além de deixar até 20% da população americana com o nariz entupido.

Segundo uma projeção do matemático Dirk Brockmann, da Northwestern University, no pior cenário – isto é, se nada for feito –, o vírus da gripe suína vai deixar 1.700 americanos doentes, um número insignificante perto da abrangência da gripe comum.

A questão fundamental, no caso da gripe suína, é que seu vírus muda rapidamente e, como em 1918, tende a afetar jovens, em vez de gente idosa e crianças, o alvo preferencial da gripe comum. Por essa razão, dizem os cientistas, todo o cuidado é pouco – como diz o ditado árabe: “Confie em Allah, mas amarre seu camelo”. Apesar disso, o pânico criado em torno da pandemia, ajudado pelos meios ultra-rápidos de disseminação de informações nem sempre corretas, como o Twitter, parece injustificado.

No Reino Unido, o governo está orientando os cidadãos sobre os cuidados para evitar a disseminação da gripe. Um dos anúncios, que pode ser visto abaixo, é um tanto nojento:

[kml_flashembed movie=”http://www.youtube.com/v/MqjPyaViM_4″ width=”445″ height=”364″ wmode=”transparent” /]